
Quando ouvi a primeira vez o nome de Aldous Huxley foi em uma entrevista com a cantora Pitty, justificando o nome do seu novo álbum, Admirável Mundo Novo. Pitty também dizia que era fã do escritor. Depois de anos e esse ano sendo o meu ano do conhecimento(hahaha), resolvi pesquisar alguns clássicos literários e lê-los. Admirável Mundo novo é o da vez, depois de Lolita que vale a pena cada página também, esse clássico escrito nos anos 30 é tão atual, que é só olhar o que as eleições fizeram conosco ou o que fizemos com as eleições (votando em Tiriricas com titicas na cabeça). Eu percebi isso nas primeiras páginas do livro, sim ainda não terminei. O que dizia era:
"O amor da escravidão não se pode estabelecer senão como resultado de uma revolução profunda e pessoal nas mentes e corpos humanos.(...)habilitando chefes do governo a classificar qualquer indivíduo determinado em seu lugar na hierarquia econômica e social. (...) Um sistema seguro de perfeita eugenia, destinado a padronizar o produto humano e, assim, a facilitar a tarefa dos administradores."
Não se trata de tomar partido de quem deve seguir esse país, mas por anos eu vejo meu país sendo governado por oligarquia e não muda, porque gosta sente o "amor da escravidão". Votar em um palhaço como forma de protesto, é jogar fora anos de luta pela democracia. Fazer um protesto em plena na campanha eleitoral defendendo a democracia, Manisfesto da democracia, parecia tão certo, parecia que os tempos dos caras pintadas tinha voltado, no entanto isso durou alguns dias, o movimento se tornou partidário, defendeu um candidato e deu suporte a ele, took side. Não era para ser assim. Mudar consciência de um povo não é dizer em quem ele deve votar, é ensiná-lo o papel de cada um, demonstrar que ele pode ver mais do que uma campanha mostra.
Voltando ao livro mais uma comparação com a realidade, o livro se baseia em uma sociedade divida em casta dominada por um governo autoritário. Ninguém se importa, ninguém é livre para pensar cada um é doutrinado a viver em sua casta da maneira que foi dada e isso basta. Cada um tem uma função na sociedade. É um romance pós-apocalíptico em que todos os problemas de doença, desigualdade social, catástrofes econômicas, violência foram superados com o controle do governo e a divisão totalitária do mesmo. E eis porque o Admirável mundo novo é o mesmo que o antigo. Fica minha dica para quem quiser ler o livro. Enfim, nem toda semelhança é mera coincidência e clássicos não são assim chamados por acaso.
Brasil aprenda a ser um país que lê jornal e não um país que usa-o para limpar a bunda. Tenha consciência, não seja a piada do mundo.
1 comentários:
Ótimo recado! Bom seria se todos os brasileiros tivessem acesso aos clássicos! E de forma inteligível a eles! Mal tem o pão... e assim vamos indo!
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