Filmes de fim de férias

Já estou no fim das minha férias e finalmente deu para descansar bastante. Agora voltar a correria por isso essa semana aproveitei como de costume ver filmes que nunca mais tinha visto. E o post era para ser de outro Blog o que resultou nesse blog novo. Enfim segue o post.
Tenho lido muito sobre cinema e conversado com alguns cinéfilos amigos e acompanhado alguns críticos de cinema. Um dos meus favoritos aqui no Brasil é o Pablo Villaça, até porque ele incorporou de uma forma interativa tudo de mídia que ele possa explorar, videocast, blog, twitter, orkut. O que é muito bom para quem está começando, como eu que sempre gostei de cinema no entanto, ainda não tinha noção de como me direcionar para conhecer realmente o cinema.Outro também que gosto bastante é o Roger Ebert, que é indicação do Villaça, por sinal boa indicação. Não que eu concorde com tudo que eles falam sobre os filmes que vejo, claro, mas a maneira técnica de você analisar um filme acho importante. E aprender com alguém que entenda é muito mais divertido do que simplesmente falar "gostei do filme".

Enfim esse post não é destinado a fazer propaganda dos caras, mas vale sim o comentário com aqueles que são bons.
Semana passada assisti:
Cidades do sonho (Mulholland Drive)
Dúvida (Doubt)
Pecado da carne (Einaym Pkuhot)
Manhattan (Manhattan)

Meu voto de grande filme com certeza vai para David Lynch que me apaixonei pelo formato dele de fazer cinema. Senti-me usada. A verdade que David Lynch brinca com quem está vendo sua obra.Na época ele concorreu ao Oscar e o filme foi recebido pela crítica bem, mas sem ser muito bem entendido, a prova disso foi na apresentação Whoopi Goldberg falando que a única coisa que ela não tinha entendido era Mulholland Drive e pergunta a ele que estava na frente se era para entender. Surrealista é a primeira vez que vi um filme assim e gostei muito desafia a gente e tira de uma letargia que nunca pensei que um filme me levasse. Minha conclusão do filme que é repleto de antíteses e simbolismo que o próprio David Lynch teve que dar algumas pistas para se entender o filme. Ao se basear nas antíteses de amor-morte, viver-morrer, loira-morena, real-sonho, é possível começar uma montagem, mas não da história mas como se livrar dela e se envolver no que está sendo proposto e não no que está sendo de mostrado. Simplesmente não espere algo mastigado hollydiano, espere se supreender.

Sobre Dúvida, eu tive a impressão que se não fosse pela a atuação brilhante do Phillip Seymour, Meryl Streep, Viola Davis, Amy Adams, esse filme seria muito chato. Sempre quis entender como era não perder o ritmo de um filme que só tivesse um ambiente praticamente, acho que entendi... Coloque esse elenco e você terá um bom filme, mas que em minha opinião não indicaria para entretenimento... Hum, tá a temática do filme não é para entretenimento, mas certamente é preciso fazer um esforço a mais para seguir até o fim. Enfim, talvez o próprio ambiente do filme não seja o que desejo assistir, no entanto realmente o elenco é brilhante.

Pecado da carne, eu li algo falando sobre o filme definindo que o cinema de Israel tem feito grandes feitos, eu não sou crítica então eu não sei... Ainda to no trabalho de aprender. O filme me agradou muito, é uma temática difícil de ser abordada, alguém falou de uma Broke Back Mountain judáico, não acho que seja. Eu entendo que os personagens dos filmes sejam casados e se envolvam em uma relação homossexual, mas do ponto de vista social e religioso Pecado da carne não chega a intolerância como no caso de Broke Black Moutain e sim a proibição sem espaço para qualquer suposição de que aquilo seja tolerado em uma sociedade. O cenário do bairro tradicional com ruas pequenas, escuras sugere o que se esconde entre esses muros e aos poucos os tabus da sociedade vai sendo mostrado. Enfim um bom filme.

Manhattan do Woddy Allen, eu particularmente adoro o diretor, eu tenho verdadeira veneração por ele, os filmes recentes dele me encantaram de uma maneira que fiquei sendo fã. Agora to conhecendo o outro Woddy Allen de início de carreia e ou nem tanto assim... Enfim E realmente os filmes dele tinham histórias bem interessantes, mas não acho que ele tenha perdido o ritmo como alguns dizem, acho que ele mudou e que ainda será lembrado durante muito tempo por seus feitos. Manhattan é um filme para final de semana, apreciar uma dança de relacionamentos que me faz pensar na poesia de Drummond:

QUADRILHA

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

E eu gosto disso, eu gosto de comédia romântica bem feita, que surpreende. Manhattan com certeza se tornou um filme querido.

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