Enfim Crack não recebeu nenhum oscar (mas sim o festival de Toronto e Londres), não entrou em nenhuma lista dos mais assistidos, nem grandes atuações, salve a da Eva Green e de Maria Valverde

Enfim depois de todas as observações acima, creio que você possa pensar que não vale a pena ver o filme. Ah mas, vamos encarar o fato que pelo menos duas ou tres vezes você assiste um filme e gosta do filme, mesmo não importando que o resto do mundo não goste dele. O filme é envolvente a temática é delicada, uma espécie de "Sociedade dos poetas mortos" às avessas. Uma professora mantém suas alunas entretidas com histórias e aulas de salto em um colégio interno. As alunas por sua vez adoram a professora como uma deusa matriarca, o que faz falta para quase todas. Até a chegada de uma aluna da Espanha, filha de um nobre espanhol. Em que seus atributos de beleza vão além, demonstrando uma garota independente e muito mais vivida que a professora.
O que mais gostei no filme claro foi a fotografia, o meu item favorito em qualquer filme, as cena no lago para mim são as melhores. O papel dado a Eva Green como Senhorita G, é fabuloso. Como disse um drama é verdadeiramente vivido quando você percebe a agonia pelos os olhos de um ator, grandes exemplos e cenas: o desespero do Sean Penn em Sobre meninos e lobos. As pausas longa de Meryl Streep. A cena final de Scarface com Al Pacino.
O olhar é agoniante em um drama, faz você levar a mão a garganta para fazer o que está preso ser engolido. Bom, é isso que vejo quando olho para Eva Green, a cena mais banal te causa raiva, desespero e tristeza nesse filme. Eva já é consagrada desde o Cassino Royale e assim será a partir de agora. Sua companheira de cena com apenas 23 anos é um show de bola. Maria Valverde tem o espírito de atuar embora da pouca idade, o que na verdade para grandes atrizes, 23 anos nem é tao nova assim. Podemos esperar grandes feitos dessa atriz.Para terminar o filme vale a pena não por eu ter gostado, mas pela surpresa como te leva ao final.
Bom percebendo que agora é necessário compreender como se faz um filme, uma vez que eu tento escrever sobre ele. É necessário também ler muito e com isso muitos dos livros de filmes tem adquirido certo espaço na minha prateleira o último foi do filme O Piano e atualmente Lolita. Espero aumentar cada vez mais essa lista.
2 comentários:
Fiquei com vontade de assistir, Moema. Não importa a quantidade de indicações ou prêmios que tenha ganho. O que importa é a quantidade de lágrimas que tenha me feito derramar ou o sentimento deixado pela temática abordada. Pode até ser clichê, mas se me fez bem, que mal tem?
Também acho! Esse filme me deixou uma semana impressionada. Penso não tem ele em DVD na locadora, mas posso te mandar por correio... Tenho feito direto isso para um amigo
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